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De Oeiras

Notas de um lisboeta, criado em Caxias, despachadas de Oeiras

De Oeiras

Notas de um lisboeta, criado em Caxias, despachadas de Oeiras

10.11.16

Eu sou do ar


Tó Zé Rodrigues

                                         Para a Paulita

 

Eu sou do ar e

Desfaço-me em água

Que brota da terra

E que lava a mágoa

Dum fogo que queima

E tudo transforma

Fazendo do homem

Etérea forma

Levada p' lo vento

Até às alturas

Do verbo amar

Para por fim cair

No imenso mar.

 

Tó Zé

[ 10-11-2016  03:40 - 04:04 ]

 

 

 

25.08.16

Claro


Tó Zé Rodrigues

Um Claro não é um sim nem um talvez

Não, é um vazio de pensamento

É um escuro na noite em que não vês

É a resposta dada no momento

 

Claro será um programa de ação 

Um dissílabo tão contraditório

Que pode limitar toda uma vida

Às paredes brancas de um dormitório

 

Um beco sem saída um labirinto

Círculos sem fim num estudo de Nery

Uma verdade dita quando minto

 

Passos suspensos sem sair daqui

Negam à evidência o que eu sinto

Por esta por aquela ou só por ti?

 

Tó Zé

25-08-2016

04.04.15

Ò ânsia, não sei de quê...


Tó Zé Rodrigues

20150321_120510.jpg                               

                                Ò ânsia, não sei de quê...

                                Esta angústia vence o sol

                                O que faço não se vê

                                Minha vida é um dó bemol.

                                Com esforço continua

                                Diáriamente a batalha

                                É como uma espada nua

                                Que a minha vida talha.

                                Como nuvens de um passado

                                Sombras sobre a terra crua         

                                Lembranças leva-as o tempo

                                E a vida continua

                                Sendo presente o momento

                                de um ciclo que sempre dura.

17.08.12

Joaninhas


Tó Zé Rodrigues

 

 

                     Votos de Parabéns

 

Com votos de um lindo dia,

Arauto de primaveras,

Vivido em alegria

Com uns amigos deveras.

 

Bem queria dar-te ouro,

Mas nem só o ouro luz,

Também por mais que quisesse

Já não sei onde o pus.

 

Assim dou-te Joaninhas,

Com as pintas e a cor,

Que sejam lembranças minhas,

que tu guardes com amor.

 

Tony