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De Oeiras

Notas de um lisboeta, criado em Caxias, despachadas de Oeiras

De Oeiras

Notas de um lisboeta, criado em Caxias, despachadas de Oeiras

20.05.07

Eu, ele, nós


Tó Zé Rodrigues

Eu, ele, nós.

Eu sou a luz,
Ele é a sombra.
Ele é o silêncio,
Eu sou a voz.

Eu, ele, nós.

Ele não é nada,
Eu sou tudo.
Eu não calo,
Ele é mudo.

Eu, ele, nós.

Nós somos irmãos,
Vivemos de costas.
Não damos as mãos,
Fazemos apostas.

Eu, ele, nós.

Um caminho triste,
que fazemos sós,
de punho em riste.
Eu, ele, nós.

Para  ele sou: ele.
Para mim é: ele
Mas eu sou: eu.
Não: eu é que sou.

Eu, ele. nós

Mas

Porque eu sou: ele
E ele: eu sou
Sendo ele eu,
E eu sendo ele,

Só podemos ser nós.

 Tó Zé  (Oeiras, 20-05-2007)