Notas de um lisboeta, criado em Caxias, despachadas de Oeiras

Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
Do templo sagrado da lembrança

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Evocando a memória de alguém,

Do templo sagrado da lembrança,

Para o seu mais precioso bem,

Em folha solta, uma esperança,

Um desejo,

Que o seu sonho seja vida,

Que em cada aplauso se renove,

E seja  luz a avenida em que ele se move

A cada beijo.

 

Tó Zé

201712111143

 



publicado por Tó Zé às 11:43
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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017
A Vida ao contrário

                  Para Florbela Espanca,

                   reflexão sobre o seu poema "A Vida"

 

É tudo o amor, o ódio, ou a fantasia;

Único o desejo ou o sofrimento...

Encontrar nas estrelas a magia

E a essência de cada elemento.

 

Viajantes de um mundo do além

Onde a eternidade é um momento

Trazidos em naves p'lo pensamento

Consciência viva que o universo tem

 

A maior tristeza morre... desfaz-se...

Uma alegria nova em si renasce

Como a que antes fora já perdida...

 

Amar-te a vida inteira só eu podia...

Nunca se esquece o sonho de um dia.

Que queres, ó meu Amor, se é isto a Vida!

 

Oeiras, 5/10/2014

ajar.\

 



publicado por Tó Zé às 22:48
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Quinta-feira, 10 de Novembro de 2016
Eu sou do ar

                                         Para a Paulita

 

Eu sou do ar e

Desfaço-me em água

Que brota da terra

E que lava a mágoa

Dum fogo que queima

E tudo transforma

Fazendo do homem

Etérea forma

Levada p' lo vento

Até às alturas

Do verbo amar

Para por fim cair

No imenso mar.

 

Tó Zé

[ 10-11-2016  03:40 - 04:04 ]

 

 

 



publicado por Tó Zé às 04:44
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Domingo, 14 de Agosto de 2016
STOP

 

Na inconstância da alma

Traço contínuo da dor

A leve brisa da tarde

Leva pétalas de flor.

 

Tó Zé

[13-08-2016]



publicado por Tó Zé às 03:53
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Sábado, 4 de Abril de 2015
Ò ânsia, não sei de quê...

20150321_120510.jpg                               

                                Ò ânsia, não sei de quê...

                                Esta angústia vence o sol

                                O que faço não se vê

                                Minha vida é um dó bemol.

                                Com esforço continua

                                Diáriamente a batalha

                                É como uma espada nua

                                Que a minha vida talha.

                                Como nuvens de um passado

                                Sombras sobre a terra crua         

                                Lembranças leva-as o tempo

                                E a vida continua

                                Sendo presente o momento

                                de um ciclo que sempre dura.


sinto-me:

publicado por Tó Zé às 14:27
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Domingo, 26 de Outubro de 2014
Eu não perco

 

Eu não perco o que não tenho

Mas tudo o que tenho eu perco.

Entre as certezas da vida

Será o que tenho mais certo.

 

Tó Zé

(Oeiras, 26/10/2014)



publicado por Tó Zé às 11:04
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Sexta-feira, 6 de Dezembro de 2013
Mais tarde

                                                              (cronologia do tempo presente)

             

Amanhã será hoje,

Hoje amanhã ontem será,

Agora estou aqui,

Mais tarde sabe-se lá.

 

Tó Zé



publicado por Tó Zé às 21:43
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Sexta-feira, 17 de Agosto de 2012
Essência

 

                       Para Condesa



Quiz escolher a essência 

Nesta quadra de Natal

Mas perdi o olhar no Tejo

Vendo o azul de um postal.

 

A essência de Condesa,

O azul de um azulejo,

Toda a sua beleza,

O seu brilho de cristal.

 

Assim os possa aceitar

E não leve nada a mal

Com os votos de um Bom Ano

E de um Santo Natal.

 

António (2011)



publicado por Tó Zé às 04:48
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Joaninhas

 

 

                     Votos de Parabéns

 

Com votos de um lindo dia,

Arauto de primaveras,

Vivido em alegria

Com uns amigos deveras.

 

Bem queria dar-te ouro,

Mas nem só o ouro luz,

Também por mais que quisesse

Já não sei onde o pus.

 

Assim dou-te Joaninhas,

Com as pintas e a cor,

Que sejam lembranças minhas,

que tu guardes com amor.

 

Tony

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Tó Zé às 04:20
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Terça-feira, 3 de Abril de 2012
Pêra Doce

                                                            A uma Pêra Doce

 

Pêra triste abandonada

Apanhada pela sorte

Mesmo assim mal empregada

Podia ter outra morte.

 

Oeiras (03-04-2012 às 03:43)

 

Tó-Zé

 

  PS: afinal a pêra não morreu,

        quem a comeu fui eu;

        juro mesmo,

        mas ainda estava boa.

        ("Não rima mas é verdade").

        Ah, comi-a em Lisboa.

 

                            Oeiras (05-04-2012)

                            Tó-Zé    


 


sinto-me: Contente

publicado por Tó Zé às 03:53
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